quarta-feira, 29 de julho de 2009

Receita mágica de um amigo blogueiro

"Sabores. Cheiros. Misturas. Texturas. Fogo. Alquimia. Desencontros. Encontros.

Isso daria um ótimo inicio de texto para falar sobre a arte de preparar um prato e receber os amigos. Sobre a descoberta de temperos que fazem a vida mais alegre e divertida. Sobre a instigação de ver vários ingredientes em alquimia, compondo uma comida que em breve será apreciada ao lado de quem se gosta.

Mas também serve para descrever um encontro ou um reencontro. Uma redescoberta do que já era conhecido. De repente é quando se depara com o ingrediente que faltava para tornar a vida mais gostosa, mais apimentada. Um olhar de soslaio e estava ali o tempero mágico, a especiaria que transforma qualquer instante numa experiência única, cristalizada no tempo. O mais interessante é que ocorreu num momento desapercebido e de repente estava lá. Ao meu lado. Ao meu alcance.

Os momentos seguintes foram de novas descobertas. A percepção da simplicidade. Mas uma simplicidade complexa. Uma simplicidade que transforma o natural em especial. Tão simples e especial quanto um pão com mortadela. Quanto o seu abraço. Tão marcante quanto um bom camarão. Quanto seu olhar. Tão doce quanto um brownie. Quanto seu cheiro. Tão inesquecível e única quanto um Carménère. Quanto o seu beijo.

Cada detalhe seu é comparado à mágica de se criar um bom prato. O olhar. O visual. O cheiro. O aroma. O toque. A textura. O gosto. O sabor. A prova. A Degustação. O Prazer. O Júbilo. A Harmonia. A Afinidade.

E cada singular deste é no mínimo uma viagem. Seja uma viagem a São Paulo. Seja uma viagem a Lua"

No mínimo uma viagem. 2007

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Divisão ou solução?

E foi como um soco no pé da barriga, água na fervura... e tive tanta raiva de mim mesma por gostar tanto de você... eu jurei... prometi... você vai demorar...demorar... mas abandonei meus planos de te amar devagar, não deu certo mesmo, dentro de mim esse foi um prenúncio de desistência lenta da tentativa de mudança para ser sã... deixei a onda do amor me invadir mas fiquei presa no fundo com uma bola de ferro pesada enquanto eu flutuava leve como um balão... coloquei tantas desgraças nas tuas graças para freiar, mas ainda assim eu ria por dentro... coloquei tanta frieza no teu peito pra não achar uma brasinha sequer que eu pudesse me agarrar mas coloquei meu cachecol e colei em você dentro do meu peito...
Eu quase... quase fui sua de verdade... quase deixei minha cabeça no trânsito em seu colo por mais de 1 minuto, mas eu levantei antes que aquilo me dominasse... quase te olhei com olhos lacrimejando como se você fosse a idealização dos meus sonhos mas engoli minha água... quase gostei de brigar com você, mas desliguei antes da minha risada que iria sabotar tudo...
E diante de tantas limitações... me tornei duas... sou duas agora... estou entre a sanidade e a loucura... entre o desejo e a repulsa... entre o amor e o ódio... entre compreensão e o tesão... entre o carinho e a paixão...
Metade de mim te quer e te devora... outra se isola. Metade de mim queima e arde...a outra congela. Metade de mim te ama... a outra apenas te gosta controladamente. Metade de mim conta as horas pra te ver, pra te ter... a outra distancia. Metade de mim fala... a outra cala. Metade de mim é sua a outra é quase sua. Mas as duas metades de mim te quer.
Quase... quase me entreguei... quase deixei a bola lá no fundo pra gritar livre na superfície e voar com as gaivotas... mas você falou palavras tão realistas pra minha loucura...
E já não sei que parte de mim agradece.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Vingança do santo ou milagre atrasado?

Não, ainda não amo ele mas ele é o tipo que eu amaria. Estou feliz nessa uma semana ou duas, não me lembro ao certo, temos datas? Nos conhecemos em pleno 13 de junho de 2009... logo no dia santo e sequer enfiei facas em bananeiras esse ano, nem roubei o menino do colo do Antônio, muito menos coloquei ele de cabeça pra baixo quase morrendo afogado... mas ele me colocou no colo um menino que me pedia pra sambar, que me pedia pra levantar e girar e aí virei ao avesso... ele então é a estranha vingança doce do santo... que veio aos poucos, a galope... que veio frio com um quentinho no meio do peito...
Tive medo dele me descobrir em meio aos meus rodopios e sair correndo de cabelo em pé... mas ele veio correndo atrás do meu número... Daí vem aquela mania absurda de encontrar problemas que me servem de defesa e desculpa pra quando ele for embora... a fase de perguntas pra ver se nas histórias dele encontro uma fuga... pra ver se nas atitudes dele encontro um desprezo... e a cada resposta meu coração dispara tanto que me sinto cansada de tentar sabotar a vingança, resolvi então ser feliz com felicidade do simples dele...
Ele me fala da pizza velha que encomendou quando ainda estava no escritório e fica feliz com o sabor, fazendo sonoplastia enquanto a devora... ele consegue ser feliz com uma pizza! Com uma pizza!!!!!!
Ele ensaia passinhos do Micheal e eu fico estupidamente feliz dançando sua dança... descobre músicas antigas guardadas em seu móvel de meia luz enquanto canta com uma voz rouquinha e grave com um entusiasmo que me faz gritar um agudo mudo dentro do peito... “lindoooooo, BIS!!!!”
Ele retira de sua mala calças que comprou em liquidação e é feliz pelos achados, ele retira blusas, histórias, risos, simplicidade de suas sacolas e me faz acreditar que ele é de carne e osso... então tiro sua camisa e sou feliz de corpo e alma...
Mas mesmo assim ainda me restou um fio de desconfiança que me impediu de ser plena e me atirar nos braços dele mostrando minha fragilidade de mulherzinha... e tentei dar uma última chance da vida me arrancar ele do peito... resolvi mostrar que tenho dias irritantemente animais e me revelo uma fera prestes a devorá-lo... então ele pacientemente faz comentários bobos numa tentativa ao vão de me arrancar um sorriso... ele tenta desviar o assunto para outro que me deixe feliz... ele tenta e tenta... desiste desligando o telefone provavelmente pensando: “louca”... então falo pra mim... “bingo! viu?! Era apenas uma vingança do santo!”
Mas justamente quando pensei ter a certeza de que tinha enganado a vingança tive uma felicidade imensa e lembrei da felicidade dele... é inevitável... pensei: “se toda vez que eu for feliz eu lembrar da felicidade dele então vou dividir isso com ele”... e lá estava ele com toda sua felicidade de braços abertos para me por no colo... e justamente nessa hora fui plena... inteira... feliz...
Estaria eu enganada? Seria a vingança do Santo um milagre atrasado?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Prefácio

Ontem assisti em uma das inúmeras séries televisivas um fim trágico de um romance... a menina chorava, brigava até com as pedras, gritava no ermo, levava socos no estômago, sentia saudades, arrependimento, tesão... ela colocou uma roupa qualquer e saiu vagando sem destino e acabou parando lá inconscientemente... bem na frente daquele prediozinho velho onde habitava seres que poderiam tirá-la do ócio... o prédio de suas amigas, juntas riram de tudo... choravam com tudo... lembrando o que a dor te fez esquecer... “você é simplesmente fantástica!”...
Ontem comprei um CD que me fez lembrar da queda da Ka, dos amores da July, dos desencantos de Deli, dos conselhos da Dani, do medo de Jana, da segurança do Ju, da paciência do Ro, da saudade da Ge, da coragem da Isa, das gargalhadas do Tene, da ternura da Gil, da dança da Klé, da seriedade da Beka... e nenhuma canção foi igual...
Ontem lembrei das minhas lágrimas sendo enxugadas por todos estes com lenços pom pom... dos risos sendo engolidos com gargalhadas... do medo sendo sugado para um buraco negro dando espaço a auto-estima... lembrei das quedas nos pubs... dos namoros 2X2 e às vezes 4X4... das conversas nos toaletes... da troca de elogios e das roupas...
Vou escrever aos poucos uma mensagem para cada um de vocês... porque cada um tem sua particularidade... mas de logo falo: eu não vivo sem vocês.... meus amigos, irmãos, parceiros... minha vida!