Ele viajou... esperei ele entrar... saiu da porta aquele cheiro de aeroporto... você percebe que aeroportos têm cheiros?... lembrei da minha viajem... Faltam poucos dias para ir à Sampa...
Eu não sei o que diabos me leva a pensar que sempre que vou tenho que fazer algo louco para matar meu instinto suicida-que-não-deu-certo... já andei de moto na rodovia a 200 por hora com um medo triste; já me joguei de um avião sem medo; já dancei árabe com um árabe que poderia ter arrancado meu fígado; já comi uma esfirra lá no bom retiro com gosto de já morreu e senti o cajado da morte atrás de mim; já me debrucei no amor e quase... quase cai.. e cá estou eu novamente... agora pensando em simplesmente ir me jogar de uma espécie de bungee jump do hopi hari...não pensem que detesto minha vida... é que nos dias de hoje encontrar algo que nos dê frio na barriga de beirar a morte ficou difícil...
Tirando meu fracasso no teste de mergulho que, diga-se de passagem, só não passei pelo simples fato de ter problemas auditivos... não... não sou surda... só não agüento pressão; sempre me lancei aos grandes desafios... profissionais, amorosos ou de vida... sem medo...
Parei... essa viajem não era para ser romântica? Agora deixa... vou para Campos de Jordão... tomar meu café no frio de 4 graus com meus amigos descolados... dançar até as 5 da manhã na the week... deitar no planetário e ir estrelas... assistir o silêncio do aquário enquanto como minha pipoca com chocolate... vou lá no mercado devorar meu sanduba de mortadela, porque é só lá que gosto de mortadela... Vou dar uma passada no Bom Retiro e gastar até meu último centavo nas lojas de roupas... Vou assistir a um amigo que estreará na peça Chicago... Vou jogar conversa fora enquanto como um brunch lá na Paulista... Vou me perder um pouco e se der entro no MASP... eu nunca consigo entrar lá por algum mote... Vou folhear o livro da Tati na Cultura... andar de pés descalços no Ibirapuera...
É... você podia ir lá... sentar no restaurante mexicano que tem cantores batucando aquelas canções tradicionais com os mariachis...enquanto se degusta tequilas de frutas vermelhas e joga-se gamão na meia luz...
Lá tem restaurantes árabes fortíssimos... com dançarinas inclusive... prometo ficar enciumada só um pouco... só para que a pimenta da comida arda menos do que meu desejo...
Senta lá em cima comigo... bem lá, no último terraço do Itália... mostra que um monte de prédio junto pode fazer um conjunto de luzes até interessante... e que a fumaça pode ter a poesia da neblina...
Vamos lá naquele barzinho da São João tomar um porre inesquecível... daqueles que rimos durante uma década... daqueles que tropeçamos... daqueles em que soltamos piadas sem graça e rimos ... daqueles em que não pensamos em vestir nada e terminamos dormindo meio vestidos de tudo...
Era pra ser uma viajem romântica.... Existe romantismo na saudade? a vida é surpreendente... e você que habita hoje no meu pensamento e nas minhas vontades pode estar lá... onde deve estar...por onde quer que eu vá...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
A auto-ajuda dos desajustados
Ontem fui no shopping no final do dia e dei uma passadinha na Saraiva para não perder o hábito de pseudo-qualquer-coisa... ao me dirigir aos livros de romances espíritas, no caminho passei pela prateleira de auto-ajuda... kkkkkkkk... você já parou para olhá-las? Os títulos na maioria esboçam a relação entre o mundo marciano dos machos de nossa espécie versos as mulheres de Vênus... e se folhear algumas páginas vai se deparar com a conclusão de quem escreve, que nós mulheres somos loucas obsessivas e os homens paranóicos ...
Ás vezes dá uma vontade de colocar no meio das prateleiras uma bomba e acabar com aquilo tudo, mas aí demonstraria que tudo que eles falam seria a mais completa verdade generalizada... mas eu entendo... essas que escrevem certamente devem ter passado por relacionamentos trágicos como os meus e resolveram desconfiar da vida... mas ao contrário de mim que ainda prefiro ser burra, eles fazem parte de uma grande maioria, então voltei meu pensamento para todos estes covardes obsessivos...
“Ei... homem paranóico... eu não quero ainda casar com você e muito menos ter filhos... você já parou para pensar que estou assim como você?... tremendamente assustada, querendo montar em um cavalo e sair galopando para um lugar onde você não me enxergue?” Homens não pensam assim... eles pensam que depois que damos visualizamos um buquê sendo jogado... Pra casar comigo tem que rodar muito... nunca pensei que isso seria objetivo maior do que o da própria felicidade... nunca pensei em ter filhos com o primeiro que topasse senão estaria certamente com alguns tantos... nem nunca pensei em casar depois do primeiro beijo... se fosse assim viraria bígama!
“Ei... ser bizarro... você já parou para pensar que enquanto você trabalha eu também faço o mesmo? E que em muitas horas do dia sequer penso que tenho alguém?” É involuntário! Homens não pensam assim... eles pensam que depois que damos seja lá o quê, nos tornamos loucas obsessivas... que liga compulsivamente com as velhas perguntas: onde você está? Com quem está? E o que você fez?
Ei... marte... você já parou e observou que antes da sua existência eu tinha uma vida extremamente satisfeita em Vênus e continuo tendo independente da sua existência? E que certamente se você tiver algo melhor para fazer com seu medo ... eu certamente arranjarei coisas mais interessantes para dedicar minha loucura?”. homens não pensam assim... pensam que as mulheres anulam suas vidas para viver as dele... eu não sou assim, amo demais a minha vida para gostar de outra... sempre fiz minhas vontades... nunca me anulei!
Enfim... esse livro é meio louco bem como as pessoas que estão nele...e se você um dia resolver levar um deles pra casa... leve também uma arma... e mate toda sua alto estima... e leve também joguinhos de xadrez... assim você vai se acostumando...
Pelo amor de Deus onde estão as mulheres com vida própria e os homens com coragem!? Salve-se quem puder!
Ás vezes dá uma vontade de colocar no meio das prateleiras uma bomba e acabar com aquilo tudo, mas aí demonstraria que tudo que eles falam seria a mais completa verdade generalizada... mas eu entendo... essas que escrevem certamente devem ter passado por relacionamentos trágicos como os meus e resolveram desconfiar da vida... mas ao contrário de mim que ainda prefiro ser burra, eles fazem parte de uma grande maioria, então voltei meu pensamento para todos estes covardes obsessivos...
“Ei... homem paranóico... eu não quero ainda casar com você e muito menos ter filhos... você já parou para pensar que estou assim como você?... tremendamente assustada, querendo montar em um cavalo e sair galopando para um lugar onde você não me enxergue?” Homens não pensam assim... eles pensam que depois que damos visualizamos um buquê sendo jogado... Pra casar comigo tem que rodar muito... nunca pensei que isso seria objetivo maior do que o da própria felicidade... nunca pensei em ter filhos com o primeiro que topasse senão estaria certamente com alguns tantos... nem nunca pensei em casar depois do primeiro beijo... se fosse assim viraria bígama!
“Ei... ser bizarro... você já parou para pensar que enquanto você trabalha eu também faço o mesmo? E que em muitas horas do dia sequer penso que tenho alguém?” É involuntário! Homens não pensam assim... eles pensam que depois que damos seja lá o quê, nos tornamos loucas obsessivas... que liga compulsivamente com as velhas perguntas: onde você está? Com quem está? E o que você fez?
Ei... marte... você já parou e observou que antes da sua existência eu tinha uma vida extremamente satisfeita em Vênus e continuo tendo independente da sua existência? E que certamente se você tiver algo melhor para fazer com seu medo ... eu certamente arranjarei coisas mais interessantes para dedicar minha loucura?”. homens não pensam assim... pensam que as mulheres anulam suas vidas para viver as dele... eu não sou assim, amo demais a minha vida para gostar de outra... sempre fiz minhas vontades... nunca me anulei!
Enfim... esse livro é meio louco bem como as pessoas que estão nele...e se você um dia resolver levar um deles pra casa... leve também uma arma... e mate toda sua alto estima... e leve também joguinhos de xadrez... assim você vai se acostumando...
Pelo amor de Deus onde estão as mulheres com vida própria e os homens com coragem!? Salve-se quem puder!
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Sem sentido
Não... esse texto não tem hoje a mínima pretensão literária... nem quero transformar minhas palavras em uma “tarde de cultura e poesia” de Oscar Wilde ... quero apenas dizer que estou enrolada no intestino... um nó... que chega a se confundir com minhas tripas... e às vezes me faz ter ânsias... e o medo que me assombra é o mesmo que me empurra... não sei o que é que leva a isso... quero tirar de mim... mas como tirar algo que não sei de onde vem e nem sei para onde vai? O mais insuportável é pensar que eu que tanto digo e tanto escrevo... sequer pude recorrer a memória dos sentidos...
Talvez seja essa porcaria dos jogos... fico entediada... eu sou burra mesmo... não sei lidar com isso... você acorda tão meigo e amassado... que eu que poderia ter juntado meus panos e ter sumido com os rastros das pólvoras estouradas lá fora com uma covardia de ser feliz... mas resolvi estourar aqui dentro e fazer uma manhã de fogos multicores ... não sei resistir a isso com atitudes hipócritas de quem quer se dar e fica dando uma de casta só para prolongar mais a aguça do desejo e a falsa santidade de seu corpo ... tava tudo lá... você estava lá depois de ter saído e me ouvido tagarelar algumas noites sem sequer bocejar... você estava lá brindando o australiano com beijos cinematográficos que arrancaram vontade dos mais quietos, então porque diabos eu vou ficar aqui quieta também? estas pessoas certamente chegaram em casa treinando nosso beijo... mas é a minha boca que está encaixada perfeitamente na sua... são minhas pernas que entrelaçadas não machucam no nó... é no meu riso que você se concentra... e nos teus cílios que me perco...
Tava frio, macio, escurinho... tão confortável que até me deu coragem e me cegou para qualquer pensamento absurdamente negativo, até meus medos estúpidos se esconderam de mim... Pensei que tava tão perfeito que poderia naquele momento sair na rua e morrer como no filme “cidade dos anjos”... então meu anjo nessa cidade cheia de conceitos ridículos vamos morrer um pouco dentro de nós mesmos... e assim fui sua... inteira... mas a cortina foi aberta e deixou tudo entrar em mim: luz, insegurança, medo e sombras... é a fotofobia meu amor... ou fobia de alguma coisa... e você falou que aos poucos a vista acostuma... e pensei: a vida acostuma...
As impressões mudam conforme a entrega... mas teu beijo não mudou ele continua dentro de mim fazendo minha boca adormecer e meu corpo ferver... você ainda conseguiu arrancar um frio na barriga quando entrou na casa da K... ainda conseguiu fazer que eu fechasse meus olhos quando tocou na minha cintura enquanto dividia meu wisque puxando um arrepio na espinha...Mas ainda te olho de soslaio... e observo se você faz alguma cara que me diga... “freia freia!!! bruscamente mesmo” mas justamente nessa hora você olha doce entrelaçando suas pernas nas minhas fazendo acelerar...
Eu paro e te paquero... eu ainda te paquero... então você para... e a vida e tudo que existe continua a correr como naqueles filmes que tem conversas nos carros mas é apenas a imagem da janela que se movimenta... eles na verdade estão gravando num carro parado... então paramos... só eu e você...e deixamos o resto lá fora...
Resolvo tomar um banho pra ver se isso que não o que é sai do meu corpo... passo minha esponjinha de golfinho áspera... só para que mesmo com lixa me sobrem restos mais suaves... então você fala “esse sabonete não tem cheiro”... e penso que as coisas no início não tem mesmo cheiro, elas precisam disso... algumas coisas ficaram para trás... vencidas mesmo... então te entrego meu cheiro de macadâmia novo... e você fica macio com meu cheiro...
Te falo coisas sentidas sem sentidos... “ei! Não se engane na caçada... por mais que ela pareça morta pode dar um último golpe e te fazer morrer...” porque eu disse isso??? sei não... deve ser aquilo lá sem nome... ou simplesmente uma ré para que você não esquecer que me encantei pelas suas conquistas... então vai me deixa na casa da K... eu preciso acordar um pouco...preciso escutar minhas músicas seguras que canto alto no carro... preciso ficar no silêncio do meu quarto... aí... aí... sinto uma falta absurda do quentinho do teu peito enquanto assistíamos Família Soprano... e te mando uma frase do que hoje é um texto.
Talvez seja essa porcaria dos jogos... fico entediada... eu sou burra mesmo... não sei lidar com isso... você acorda tão meigo e amassado... que eu que poderia ter juntado meus panos e ter sumido com os rastros das pólvoras estouradas lá fora com uma covardia de ser feliz... mas resolvi estourar aqui dentro e fazer uma manhã de fogos multicores ... não sei resistir a isso com atitudes hipócritas de quem quer se dar e fica dando uma de casta só para prolongar mais a aguça do desejo e a falsa santidade de seu corpo ... tava tudo lá... você estava lá depois de ter saído e me ouvido tagarelar algumas noites sem sequer bocejar... você estava lá brindando o australiano com beijos cinematográficos que arrancaram vontade dos mais quietos, então porque diabos eu vou ficar aqui quieta também? estas pessoas certamente chegaram em casa treinando nosso beijo... mas é a minha boca que está encaixada perfeitamente na sua... são minhas pernas que entrelaçadas não machucam no nó... é no meu riso que você se concentra... e nos teus cílios que me perco...
Tava frio, macio, escurinho... tão confortável que até me deu coragem e me cegou para qualquer pensamento absurdamente negativo, até meus medos estúpidos se esconderam de mim... Pensei que tava tão perfeito que poderia naquele momento sair na rua e morrer como no filme “cidade dos anjos”... então meu anjo nessa cidade cheia de conceitos ridículos vamos morrer um pouco dentro de nós mesmos... e assim fui sua... inteira... mas a cortina foi aberta e deixou tudo entrar em mim: luz, insegurança, medo e sombras... é a fotofobia meu amor... ou fobia de alguma coisa... e você falou que aos poucos a vista acostuma... e pensei: a vida acostuma...
As impressões mudam conforme a entrega... mas teu beijo não mudou ele continua dentro de mim fazendo minha boca adormecer e meu corpo ferver... você ainda conseguiu arrancar um frio na barriga quando entrou na casa da K... ainda conseguiu fazer que eu fechasse meus olhos quando tocou na minha cintura enquanto dividia meu wisque puxando um arrepio na espinha...Mas ainda te olho de soslaio... e observo se você faz alguma cara que me diga... “freia freia!!! bruscamente mesmo” mas justamente nessa hora você olha doce entrelaçando suas pernas nas minhas fazendo acelerar...
Eu paro e te paquero... eu ainda te paquero... então você para... e a vida e tudo que existe continua a correr como naqueles filmes que tem conversas nos carros mas é apenas a imagem da janela que se movimenta... eles na verdade estão gravando num carro parado... então paramos... só eu e você...e deixamos o resto lá fora...
Resolvo tomar um banho pra ver se isso que não o que é sai do meu corpo... passo minha esponjinha de golfinho áspera... só para que mesmo com lixa me sobrem restos mais suaves... então você fala “esse sabonete não tem cheiro”... e penso que as coisas no início não tem mesmo cheiro, elas precisam disso... algumas coisas ficaram para trás... vencidas mesmo... então te entrego meu cheiro de macadâmia novo... e você fica macio com meu cheiro...
Te falo coisas sentidas sem sentidos... “ei! Não se engane na caçada... por mais que ela pareça morta pode dar um último golpe e te fazer morrer...” porque eu disse isso??? sei não... deve ser aquilo lá sem nome... ou simplesmente uma ré para que você não esquecer que me encantei pelas suas conquistas... então vai me deixa na casa da K... eu preciso acordar um pouco...preciso escutar minhas músicas seguras que canto alto no carro... preciso ficar no silêncio do meu quarto... aí... aí... sinto uma falta absurda do quentinho do teu peito enquanto assistíamos Família Soprano... e te mando uma frase do que hoje é um texto.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
MM´s
Você manda mensagens no final do dia e fala com uma voz meio roca, meio doce... que pensa em mim... você não vê... mas secretamente dou uma covinha pra você...
Você abre a porta do carro em meio à chuva só pra destruir por dentro tudo que eu estava quase acreditando... e me lembra que é pura mentira quando digo que não ligo pra isso... de fato não ligo...mas entre a porta do falso tailandês e a porta do carro você ficou durante quase cinco segundos a mais junto ao meu corpo e pra isso eu ligo... eu ligo pra todas as portas que você abre dentro de mim...
Você me liga e ficamos horas conversando... nem lembro a última vez que fiz isso com alguém... provavelmente deve ter sido no mesmo tempo das primeiras descobertas... do primeiro beijo... lá pelos meus 12 anos... talvez você seja exatamente isso... um reinicio... seja de inocência ou de curiosidade... de frio na barriga... de contagens de horas...
Você também soa as mãos... e juntos nos revelamos... você me abraça e sempre dançamos ... talvez porque a dança é a fala do corpo... então ele fala... te nino... te mimo... te adoro...
Você coloca um filme que juntos escolhemos... e não liga quando desisto dele... porque não quero passar sequer um segundo de tédio do seu lado... então trocamos o confuso pelo instigante... porque é assim que somos... inevitavelmente instigantes...
Você pega água e dentro de mim eu grito: traz um pote grande! porque meu bem a sede que tenho nem o Niagra iria ser suficiente... e você inconscientemente escuta e traz uma jarra...
Penso: você é do meu tamanho... e muito provavelmente pode se encaixar na minha panela, vestir no meu pé meu sapato de cristal mesmo ele estando mofado, matar os dragões mesmo eles já velhos...
Você alisa meu cabelo... meu corpo... você não viu, mas você estava alisando minha alma... e me fez tão serena que dormi um sono meigo, um sono infantil... um sono onde você também estava e como foi bom abrir meus olhos e ver que você estava exatamente como eu deixei... você não sumiu... você estava bem ali... ao meu alcance ... então me alcança!
Você prepara um risoto com sua nova panela... e fico sentada te observando... você não viu, mas enquanto eu tagarelava, eu analisa teus passos... teus gestos... então como o risoto juntamente com teu riso... bem devagar como quando como aqueles petit gateaus da Häagen-Dazs que comi na Oscar Freire (na porta havia uma frase: o mundo se derrete por ele!)... deixo você derreter e te engulo devagar... demoro entre uma e outra garfada torcendo : Não acaba! Não acaba! E você me dá um BIS...dizendo do próximo que fará... Penso: ei você não teria por aí, meio como produto não identificado algo que possa transformar-se num antídoto para as maças podres que me fizeram dormir durante anos de pesadelos não é mesmo? Você derramou um pouco disso nesse risoto... nesse riso...?
Fomos pra varanda... você quis me mostrar a lua que não estava lá porque ela está aqui... dentro do meu corpo, crescente... você quis me mostrar o amanhecer mas já estava tarde ou cedo demais, então a hora é exatamente essa... você quis me mostrar o barulhinho do mar mas eu já estava vendo parte dele nas ondinhas do teu cílio... então sobram as estrelas... que lá estavam... só para enfeitar com brilho nosso encanto...
E assim ... leve ... sem sentir ... você vai quebrando minhas marchas, quebrando meus potes, meus medos... me mostrando que paciência pode te levar a uma satisfação mais profunda... então te paquero... e você desfaz com aquele sorrisinho todos os muros, todas armaduras e armadilhas ...
São João de 2009? sim... eu vivi ele dentro de mim...com enxurrada de fogos... quadrilha com anariê, alavatú e fatias de mini bolos!
Você abre a porta do carro em meio à chuva só pra destruir por dentro tudo que eu estava quase acreditando... e me lembra que é pura mentira quando digo que não ligo pra isso... de fato não ligo...mas entre a porta do falso tailandês e a porta do carro você ficou durante quase cinco segundos a mais junto ao meu corpo e pra isso eu ligo... eu ligo pra todas as portas que você abre dentro de mim...
Você me liga e ficamos horas conversando... nem lembro a última vez que fiz isso com alguém... provavelmente deve ter sido no mesmo tempo das primeiras descobertas... do primeiro beijo... lá pelos meus 12 anos... talvez você seja exatamente isso... um reinicio... seja de inocência ou de curiosidade... de frio na barriga... de contagens de horas...
Você também soa as mãos... e juntos nos revelamos... você me abraça e sempre dançamos ... talvez porque a dança é a fala do corpo... então ele fala... te nino... te mimo... te adoro...
Você coloca um filme que juntos escolhemos... e não liga quando desisto dele... porque não quero passar sequer um segundo de tédio do seu lado... então trocamos o confuso pelo instigante... porque é assim que somos... inevitavelmente instigantes...
Você pega água e dentro de mim eu grito: traz um pote grande! porque meu bem a sede que tenho nem o Niagra iria ser suficiente... e você inconscientemente escuta e traz uma jarra...
Penso: você é do meu tamanho... e muito provavelmente pode se encaixar na minha panela, vestir no meu pé meu sapato de cristal mesmo ele estando mofado, matar os dragões mesmo eles já velhos...
Você alisa meu cabelo... meu corpo... você não viu, mas você estava alisando minha alma... e me fez tão serena que dormi um sono meigo, um sono infantil... um sono onde você também estava e como foi bom abrir meus olhos e ver que você estava exatamente como eu deixei... você não sumiu... você estava bem ali... ao meu alcance ... então me alcança!
Você prepara um risoto com sua nova panela... e fico sentada te observando... você não viu, mas enquanto eu tagarelava, eu analisa teus passos... teus gestos... então como o risoto juntamente com teu riso... bem devagar como quando como aqueles petit gateaus da Häagen-Dazs que comi na Oscar Freire (na porta havia uma frase: o mundo se derrete por ele!)... deixo você derreter e te engulo devagar... demoro entre uma e outra garfada torcendo : Não acaba! Não acaba! E você me dá um BIS...dizendo do próximo que fará... Penso: ei você não teria por aí, meio como produto não identificado algo que possa transformar-se num antídoto para as maças podres que me fizeram dormir durante anos de pesadelos não é mesmo? Você derramou um pouco disso nesse risoto... nesse riso...?
Fomos pra varanda... você quis me mostrar a lua que não estava lá porque ela está aqui... dentro do meu corpo, crescente... você quis me mostrar o amanhecer mas já estava tarde ou cedo demais, então a hora é exatamente essa... você quis me mostrar o barulhinho do mar mas eu já estava vendo parte dele nas ondinhas do teu cílio... então sobram as estrelas... que lá estavam... só para enfeitar com brilho nosso encanto...
E assim ... leve ... sem sentir ... você vai quebrando minhas marchas, quebrando meus potes, meus medos... me mostrando que paciência pode te levar a uma satisfação mais profunda... então te paquero... e você desfaz com aquele sorrisinho todos os muros, todas armaduras e armadilhas ...
São João de 2009? sim... eu vivi ele dentro de mim...com enxurrada de fogos... quadrilha com anariê, alavatú e fatias de mini bolos!
terça-feira, 16 de junho de 2009
Amor à conta-gotas
Pés descalços... talvez seja essa a palavra... estou procurando ainda... cavando... tentando retirar as diversas pedras pesadas que fizeram do meu muro de jardim suspenso se tornar uma muralha... não se engane você colaborou com isso... mas meus pés estão no chão mesmo queimados... furados... começando a nascer uma casca grossa... na próxima furada não vai mais machucar tanto... então continuo andando e tropeçando... quem sabe num desses tropeços você me levante... dessa vez assoprando...
Nesse mundo onde você tem que ser metade beija flor e metade cavalo, insisto em ser mulher com uma flor cavalgando... somos assim... vivemos num equilíbrio complexo... fomos feitas para entrar em guerras utilizando os espinhos de nossas próprias rosas... porque temos que ser fortes sem perder o encanto...
É difícil, mas insisto em ser mulher... quero ainda me entregar ao massacre das baratas em um grito fino cheio de lágrimas... retocar o batom no meio do trânsito... dormir mais um pouco porque minhas costas doem juntamente com todo o resto... quero chorar como se o mundo fosse acabar quando você for embora e quero pular em teus braços quando você abrir a porta enxugando minhas lágrimas de saudade...
Então peço... quando meus lábios se descontrolarem com meu falatório deixando um pouco de vinho escorrer, limpa suavemente!... quando os cacos de pão insistirem em colar na minha bochecha, limpa! ...limpa meus pés de areia... limpa toda sujeira do mundo da minha alma... faz uma faxina no meu corpo de forma que só teus restos me sobrem...
Eu ainda quero receber flores no fim do dia com um bilhetinho brega e romântico afirmando como a noite de ontem foi boa... ainda quero que você retire seu paletó para aquecer meu frio...
Então peço... esvazia um pouco mim e me enche de você... abra a tampa do pote de azeitonas... conserte o joelho da pia sem camisa... gira a lâmpada... troca o pneu do meu carro... assim mesmo suado, melado, molhado, engraxado, vou te beijar tanto...
Então peço... sopra meu machucado, sopra o cílio que me fura os olhos, sopra um fôlego pra me ressuscitar... porque minha próxima respiração certamente será um suspiro...
Te prometo dançar com ventre se você dançar com sua pelve... prometo jogar o véu se você jogar flores... só não vicia... só não deixa de treinar passinhos na rua Odorico Mendes, aquilo tudo está carimbado na minha mente... prometo despir meu corpo se você se despir parcialmente de sua alma me dando esta parte solta junto a um beijo...
Pega na minha mão... no meu corpo... Pega água no meio da noite pra matar a cede que você me causou... Pega um filme preto e branco pra colocarmos cores com nossos risos... pega todos meus restos e monta meu quebra cabeça com uma nova imagem... pega tudo isso que pego você no colo...
Então... faz brigadeiro e pipocas para comermos juntos de forma estupidamente nojenta em cima da cama... faz um café com som de assobios e leva na cama... você não vai se arrepender...
E você desprendido de todo superficial deixa de abrir a porta do carro por que acha que sou descolada demais pra me importar com isso... e realmente não ligo... mas como você me vê? Ah... certamente como metade beija flor - metade cavalo... mas insisto... eu ainda sou uma mulher cavalgando com uma rosa, mesmo gritando com peões, mesmo consertando meu carro, mesmo defendendo uma tese política, mesmo trabalhando atrás de uma mesa enorme no escritório café... vai ser em você que estarei pensando quando entrar em transe no meio da reunião... ou quando rir sozinha... ou quando me despreocupar das preocupações...
Você entende minha sensibilidade e medo de mulherzinha? Ainda digo diante do meu closet com inúmeras roupas que não tenho o que vestir... ainda gasto horrores com maquiagem e perfumes... mas você se importaria em esperar?... no final da noite é você que vai tirar minha roupa demoradamente... borrar meu batom e me cheirar toda...
Mas quando sair... me leva... não some... você tomou seu último gole numa só lapada... e me esvaziou... depois de algum tempo encheu novamente... dessa vez ... só dessa vez te peço: utiliza o conta gotas!... e quando a última gota sobrar... não bebe... regue. Assim em cada gota você vai me sentir... e eu serei um pouco mais sua... e você... um pouco mais meu.
Nesse mundo onde você tem que ser metade beija flor e metade cavalo, insisto em ser mulher com uma flor cavalgando... somos assim... vivemos num equilíbrio complexo... fomos feitas para entrar em guerras utilizando os espinhos de nossas próprias rosas... porque temos que ser fortes sem perder o encanto...
É difícil, mas insisto em ser mulher... quero ainda me entregar ao massacre das baratas em um grito fino cheio de lágrimas... retocar o batom no meio do trânsito... dormir mais um pouco porque minhas costas doem juntamente com todo o resto... quero chorar como se o mundo fosse acabar quando você for embora e quero pular em teus braços quando você abrir a porta enxugando minhas lágrimas de saudade...
Então peço... quando meus lábios se descontrolarem com meu falatório deixando um pouco de vinho escorrer, limpa suavemente!... quando os cacos de pão insistirem em colar na minha bochecha, limpa! ...limpa meus pés de areia... limpa toda sujeira do mundo da minha alma... faz uma faxina no meu corpo de forma que só teus restos me sobrem...
Eu ainda quero receber flores no fim do dia com um bilhetinho brega e romântico afirmando como a noite de ontem foi boa... ainda quero que você retire seu paletó para aquecer meu frio...
Então peço... esvazia um pouco mim e me enche de você... abra a tampa do pote de azeitonas... conserte o joelho da pia sem camisa... gira a lâmpada... troca o pneu do meu carro... assim mesmo suado, melado, molhado, engraxado, vou te beijar tanto...
Então peço... sopra meu machucado, sopra o cílio que me fura os olhos, sopra um fôlego pra me ressuscitar... porque minha próxima respiração certamente será um suspiro...
Te prometo dançar com ventre se você dançar com sua pelve... prometo jogar o véu se você jogar flores... só não vicia... só não deixa de treinar passinhos na rua Odorico Mendes, aquilo tudo está carimbado na minha mente... prometo despir meu corpo se você se despir parcialmente de sua alma me dando esta parte solta junto a um beijo...
Pega na minha mão... no meu corpo... Pega água no meio da noite pra matar a cede que você me causou... Pega um filme preto e branco pra colocarmos cores com nossos risos... pega todos meus restos e monta meu quebra cabeça com uma nova imagem... pega tudo isso que pego você no colo...
Então... faz brigadeiro e pipocas para comermos juntos de forma estupidamente nojenta em cima da cama... faz um café com som de assobios e leva na cama... você não vai se arrepender...
E você desprendido de todo superficial deixa de abrir a porta do carro por que acha que sou descolada demais pra me importar com isso... e realmente não ligo... mas como você me vê? Ah... certamente como metade beija flor - metade cavalo... mas insisto... eu ainda sou uma mulher cavalgando com uma rosa, mesmo gritando com peões, mesmo consertando meu carro, mesmo defendendo uma tese política, mesmo trabalhando atrás de uma mesa enorme no escritório café... vai ser em você que estarei pensando quando entrar em transe no meio da reunião... ou quando rir sozinha... ou quando me despreocupar das preocupações...
Você entende minha sensibilidade e medo de mulherzinha? Ainda digo diante do meu closet com inúmeras roupas que não tenho o que vestir... ainda gasto horrores com maquiagem e perfumes... mas você se importaria em esperar?... no final da noite é você que vai tirar minha roupa demoradamente... borrar meu batom e me cheirar toda...
Mas quando sair... me leva... não some... você tomou seu último gole numa só lapada... e me esvaziou... depois de algum tempo encheu novamente... dessa vez ... só dessa vez te peço: utiliza o conta gotas!... e quando a última gota sobrar... não bebe... regue. Assim em cada gota você vai me sentir... e eu serei um pouco mais sua... e você... um pouco mais meu.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
When i fall in love
Se ame mais do que tudo na vida... se ame muito ... e mais ainda... a partir daí você terá todos os amores do mundo... Foi assim que acordei... com uma frase de um programa de tv que anunciava mandingas, jantares românticos, decoração com direito a pétalas no chão e óleos de ylang-ylang... que exalam ferormonios...
Poderia dizer, como de fato é, que o dia dos namorados não passa de uma data comercial para alavanca as vendas do comércio, mas entre uma música e outra de Sinatra, entre corações espalhados pelas ruas, no cheiro do dia, na poesia da chuva que cai ... você se desprende de qualquer pretensão absurda de afirmar que este dia é mais um dia comum...
Em cada esquina se vende rosas... morangos... é um dia nitidamente vermelho...
Há mais delicadeza nas palavras e mais encanto nos gestos...
Não tenho tanto pra falar... hoje vou dançar... hoje vou cantar... hoje vou viver um pouco disso tudo... vou ser brega e romântica... vou ser doce e suave... vou ser meiga e felina... hoje vou ser um pouco mais sua pra que você seja um pouco mais meu.
When I fall in love...
Quando eu me apaixonar, Será para sempre, Ou eu nunca me apaixonarei Em um mundo inquieto como é esseAmor termina antes de ter começado E muitos beijos de luar Parece esfriar no calor do sol Quando eu der meu coração Será completamente Ou eu nunca darei meu coração E no momento eu posso sentir isso Você sente desse modo também É quando eu me apaixono Por você Em um mundo inquieto como é esseAmor termina antes de ter começado E muitos beijos de luar Parece esfriar no calor do sol Quando eu der meu coração, Será completamente Ou eu nunca darei meu coração E o momento eu posso sentir isso Você sente desse modo também É quando eu me apaixono Por você Eu a amo Por razões sentimentais Eu espero que você acredite em mimEu lhe darei meu coração Eu a amo E você só, foi feita para mimPor favor dê seu coração amoroso para mim E diga que nunca nos separaremos Eu penso em você todas as manhãs Sonho com você todas as noites Querida, eu nunca estou só Quando quer que você está à vista Eu a amo Quando eu me apaixonar Por razões sentimentais Será para sempre Oh, você, por favor, não vai acreditar em mim?Quando eu me apaixonar por você Eu a amo.
Feliz dia do amor...
Poderia dizer, como de fato é, que o dia dos namorados não passa de uma data comercial para alavanca as vendas do comércio, mas entre uma música e outra de Sinatra, entre corações espalhados pelas ruas, no cheiro do dia, na poesia da chuva que cai ... você se desprende de qualquer pretensão absurda de afirmar que este dia é mais um dia comum...
Em cada esquina se vende rosas... morangos... é um dia nitidamente vermelho...
Há mais delicadeza nas palavras e mais encanto nos gestos...
Não tenho tanto pra falar... hoje vou dançar... hoje vou cantar... hoje vou viver um pouco disso tudo... vou ser brega e romântica... vou ser doce e suave... vou ser meiga e felina... hoje vou ser um pouco mais sua pra que você seja um pouco mais meu.
When I fall in love...
Quando eu me apaixonar, Será para sempre, Ou eu nunca me apaixonarei Em um mundo inquieto como é esseAmor termina antes de ter começado E muitos beijos de luar Parece esfriar no calor do sol Quando eu der meu coração Será completamente Ou eu nunca darei meu coração E no momento eu posso sentir isso Você sente desse modo também É quando eu me apaixono Por você Em um mundo inquieto como é esseAmor termina antes de ter começado E muitos beijos de luar Parece esfriar no calor do sol Quando eu der meu coração, Será completamente Ou eu nunca darei meu coração E o momento eu posso sentir isso Você sente desse modo também É quando eu me apaixono Por você Eu a amo Por razões sentimentais Eu espero que você acredite em mimEu lhe darei meu coração Eu a amo E você só, foi feita para mimPor favor dê seu coração amoroso para mim E diga que nunca nos separaremos Eu penso em você todas as manhãs Sonho com você todas as noites Querida, eu nunca estou só Quando quer que você está à vista Eu a amo Quando eu me apaixonar Por razões sentimentais Será para sempre Oh, você, por favor, não vai acreditar em mim?Quando eu me apaixonar por você Eu a amo.
Feliz dia do amor...
terça-feira, 2 de junho de 2009
Por uma chance apenas..
Você pensa que conhece tudo, mas no fundo não conhece nada... se limita as pessoas pelo que as mesmas ostentam ser ou aos lugares por suas aparências... já parou e olhou para todas as direções e observou quantas possibilidades existem para serem descobertas? Até mesmo no sentido mais literal temos o leste, oeste, norte e sul com suas inúmeras derivações; mas às vezes não precisamos ir muito longe para descobrir que existe um mundo muito maior do que os limites do bairro, da cidade, do país e do continente.
Durante muito tempo deixei de conhecer lugares e pessoas fantásticas devido ao meu trauma em atravessar a ponte ou medo de que algo ruim pudesse me acontecer se estivesse fora da rede... deixei passar um mundo do qual jamais pensei que existisse... um mundinho diferente, com gente e comidas diferentes, novos aromas, sons e idéias...
Em plena quinta-feira, numa esquininha da Conselheiro Aguiar; fui num lugarzinho super simpático, o restaurante e distribuidora de vinhos “casa do Vin”... que soma o moderno e o antigo criando nada mais do que um ambiente sofisticado e aconchegante. A adega é extraordinária; escolhemos um vinho fantástico com a uva “cabernet franc”, não é das minhas preferidas, mas muito gostoso, somado a uma tábua de queijo simples, embora saborosa, e a um grande amigo... chegou quase a perfeição. (nota 10)
No Sábado, em Parnamirim, assisti com um primo a uma banda que canta músicas dos “Beatles”, o lugar...“Pedra de toque”, a julgar pelo lugar diria que é meio apertado e a decoração meio desorganizada, mas o carpaccio e o chileno “syrah” deixou o ambiente mais agradável... apesar do bode estirado nas caras dos que completavam a mesa, o local estava repleto de casais mais velhos, gente de fora e alguns outros que se preparavam para enfrentar, em uma hora mais avançada, um local mais descolado... era apenas 8:30 da noite...o clima de descontração entrou junto com a banda que simplesmente arrasou! (nota 7)
Os lugares apesar de estilos completamente diferentes possuíam nas circunstâncias que se encontravam similitudes inegáveis e que não podem, nesta oportunidade, passarem desapercebidas...
Amigos meus... confidentes talvez... me procuravam para contar as mesmas histórias...relacionamentos antigos devem ser ressuscitados pelo simples fato do mundo lá fora estar completamente “drogado”?
Ambos tinham acabado com suas respectivas esposas e tentaram dar um chance para viver... após de alguns anos afastados experimentaram todas as baladas, todas as mulheres, todos os sons e viagens... mas cansaram por que um dia isso realmente cansa... e sozinhos começaram logo a procurar não mais um simples esquema... e sim um amor de verdade... mudaram-se as idéias mas os lugares permaneceram os mesmos... e logo a decepção surgiu... mulheres sem nada na cabeça, que outrora serviriam para tapar o buraco de suas frustrações, passaram a ser meras idiotas bêbadas sem qualquer chance nem mesmo de ganhar um beijo com sabor de Jonny ou Jack; as conversas de banda Eva ou calipso, que antes foram engraçadas, passaram a ser tidas como falta de gosto e imaturidade; as viradinhas de cana que se encaixavam perfeitamente com suas depravações, hoje não passavam de bafos insuportáveis que terminariam no fundo de um vaso no final da noite = perda de tempo...; os lugares passaram a incomodar, as roupas, o barulho até mesmo das gargalhadas escandalosas se tornaram insuportáveis... eles queriam apenas uma mulher de verdade, com papos e gostos agradáveis num lugar de verdade, com alguma verdade!
Eles queriam ter suas mãos e corpos encaixados num pôr do sol inesquecível, ter em seu peito a cabeça macia e doce que pudesse ser acariciada, um beijo leve sem qualquer grau de embriaguez que pudesse tirar a lembrança daquele momento de suas almas...
Eles queriam apenas discutir política e economia que terminasse com uma piada de pontinhos azuis ao som suave de um blues rasgado e uma risada divertida; queriam um amor tranqüilo; uma garfada da comida na boca; frases suaves em mensagens no final do dia; queriam um telefonema que dissesse: “como você está?” Ao invés de: “onde você está?”... eles queriam alguém que pudesse dividir um vinho espetacular e dormir, ao final, com um sorriso no cantinho da boca e um suspiro no peito...
Eles queriam entregar seus filhos a uma mente brilhante e meiga... queriam discutir como foi seu dia estressante com um cafuné na cabeça... queriam fazer amor suado com olhos de paixão e saudade...queriam uma amiga, mãe, mulher, namorada, amante, mãe dos seus filhos...
Então... voltaram para suas esposas para tentar recuperar aquilo que um dia tiveram... e hoje não têm mais, um amor para o resto de seus dias na velhice...PENA... eles deixaram de ver que algumas coisas mudam como para eles mudaram... mas algumas coisas não podem ser esquecidas... e mais um vez estão sentados na noite escura... uns conhecendo lugares novos... outros... no mesmo lugar... mas ambos desabafando para tentar esvaziar toda essa angustia do peito...
E diante de todos os seus dramas pude perceber que ... apesar de termos tantas chances de conhecer novos lugares, novas pessoas, aromas e sabores... temos que conhecer novos lugares dentro de nós mesmos... novas idéias... novas percepções... a partir daí podemos ter uma nova chance... não nos amores... esses são conseqüências de uma nova chance... na vida!
Beijinhos à vocês meus amores!
Durante muito tempo deixei de conhecer lugares e pessoas fantásticas devido ao meu trauma em atravessar a ponte ou medo de que algo ruim pudesse me acontecer se estivesse fora da rede... deixei passar um mundo do qual jamais pensei que existisse... um mundinho diferente, com gente e comidas diferentes, novos aromas, sons e idéias...
Em plena quinta-feira, numa esquininha da Conselheiro Aguiar; fui num lugarzinho super simpático, o restaurante e distribuidora de vinhos “casa do Vin”... que soma o moderno e o antigo criando nada mais do que um ambiente sofisticado e aconchegante. A adega é extraordinária; escolhemos um vinho fantástico com a uva “cabernet franc”, não é das minhas preferidas, mas muito gostoso, somado a uma tábua de queijo simples, embora saborosa, e a um grande amigo... chegou quase a perfeição. (nota 10)
No Sábado, em Parnamirim, assisti com um primo a uma banda que canta músicas dos “Beatles”, o lugar...“Pedra de toque”, a julgar pelo lugar diria que é meio apertado e a decoração meio desorganizada, mas o carpaccio e o chileno “syrah” deixou o ambiente mais agradável... apesar do bode estirado nas caras dos que completavam a mesa, o local estava repleto de casais mais velhos, gente de fora e alguns outros que se preparavam para enfrentar, em uma hora mais avançada, um local mais descolado... era apenas 8:30 da noite...o clima de descontração entrou junto com a banda que simplesmente arrasou! (nota 7)
Os lugares apesar de estilos completamente diferentes possuíam nas circunstâncias que se encontravam similitudes inegáveis e que não podem, nesta oportunidade, passarem desapercebidas...
Amigos meus... confidentes talvez... me procuravam para contar as mesmas histórias...relacionamentos antigos devem ser ressuscitados pelo simples fato do mundo lá fora estar completamente “drogado”?
Ambos tinham acabado com suas respectivas esposas e tentaram dar um chance para viver... após de alguns anos afastados experimentaram todas as baladas, todas as mulheres, todos os sons e viagens... mas cansaram por que um dia isso realmente cansa... e sozinhos começaram logo a procurar não mais um simples esquema... e sim um amor de verdade... mudaram-se as idéias mas os lugares permaneceram os mesmos... e logo a decepção surgiu... mulheres sem nada na cabeça, que outrora serviriam para tapar o buraco de suas frustrações, passaram a ser meras idiotas bêbadas sem qualquer chance nem mesmo de ganhar um beijo com sabor de Jonny ou Jack; as conversas de banda Eva ou calipso, que antes foram engraçadas, passaram a ser tidas como falta de gosto e imaturidade; as viradinhas de cana que se encaixavam perfeitamente com suas depravações, hoje não passavam de bafos insuportáveis que terminariam no fundo de um vaso no final da noite = perda de tempo...; os lugares passaram a incomodar, as roupas, o barulho até mesmo das gargalhadas escandalosas se tornaram insuportáveis... eles queriam apenas uma mulher de verdade, com papos e gostos agradáveis num lugar de verdade, com alguma verdade!
Eles queriam ter suas mãos e corpos encaixados num pôr do sol inesquecível, ter em seu peito a cabeça macia e doce que pudesse ser acariciada, um beijo leve sem qualquer grau de embriaguez que pudesse tirar a lembrança daquele momento de suas almas...
Eles queriam apenas discutir política e economia que terminasse com uma piada de pontinhos azuis ao som suave de um blues rasgado e uma risada divertida; queriam um amor tranqüilo; uma garfada da comida na boca; frases suaves em mensagens no final do dia; queriam um telefonema que dissesse: “como você está?” Ao invés de: “onde você está?”... eles queriam alguém que pudesse dividir um vinho espetacular e dormir, ao final, com um sorriso no cantinho da boca e um suspiro no peito...
Eles queriam entregar seus filhos a uma mente brilhante e meiga... queriam discutir como foi seu dia estressante com um cafuné na cabeça... queriam fazer amor suado com olhos de paixão e saudade...queriam uma amiga, mãe, mulher, namorada, amante, mãe dos seus filhos...
Então... voltaram para suas esposas para tentar recuperar aquilo que um dia tiveram... e hoje não têm mais, um amor para o resto de seus dias na velhice...PENA... eles deixaram de ver que algumas coisas mudam como para eles mudaram... mas algumas coisas não podem ser esquecidas... e mais um vez estão sentados na noite escura... uns conhecendo lugares novos... outros... no mesmo lugar... mas ambos desabafando para tentar esvaziar toda essa angustia do peito...
E diante de todos os seus dramas pude perceber que ... apesar de termos tantas chances de conhecer novos lugares, novas pessoas, aromas e sabores... temos que conhecer novos lugares dentro de nós mesmos... novas idéias... novas percepções... a partir daí podemos ter uma nova chance... não nos amores... esses são conseqüências de uma nova chance... na vida!
Beijinhos à vocês meus amores!
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