Não... esse texto não tem hoje a mínima pretensão literária... nem quero transformar minhas palavras em uma “tarde de cultura e poesia” de Oscar Wilde ... quero apenas dizer que estou enrolada no intestino... um nó... que chega a se confundir com minhas tripas... e às vezes me faz ter ânsias... e o medo que me assombra é o mesmo que me empurra... não sei o que é que leva a isso... quero tirar de mim... mas como tirar algo que não sei de onde vem e nem sei para onde vai? O mais insuportável é pensar que eu que tanto digo e tanto escrevo... sequer pude recorrer a memória dos sentidos...
Talvez seja essa porcaria dos jogos... fico entediada... eu sou burra mesmo... não sei lidar com isso... você acorda tão meigo e amassado... que eu que poderia ter juntado meus panos e ter sumido com os rastros das pólvoras estouradas lá fora com uma covardia de ser feliz... mas resolvi estourar aqui dentro e fazer uma manhã de fogos multicores ... não sei resistir a isso com atitudes hipócritas de quem quer se dar e fica dando uma de casta só para prolongar mais a aguça do desejo e a falsa santidade de seu corpo ... tava tudo lá... você estava lá depois de ter saído e me ouvido tagarelar algumas noites sem sequer bocejar... você estava lá brindando o australiano com beijos cinematográficos que arrancaram vontade dos mais quietos, então porque diabos eu vou ficar aqui quieta também? estas pessoas certamente chegaram em casa treinando nosso beijo... mas é a minha boca que está encaixada perfeitamente na sua... são minhas pernas que entrelaçadas não machucam no nó... é no meu riso que você se concentra... e nos teus cílios que me perco...
Tava frio, macio, escurinho... tão confortável que até me deu coragem e me cegou para qualquer pensamento absurdamente negativo, até meus medos estúpidos se esconderam de mim... Pensei que tava tão perfeito que poderia naquele momento sair na rua e morrer como no filme “cidade dos anjos”... então meu anjo nessa cidade cheia de conceitos ridículos vamos morrer um pouco dentro de nós mesmos... e assim fui sua... inteira... mas a cortina foi aberta e deixou tudo entrar em mim: luz, insegurança, medo e sombras... é a fotofobia meu amor... ou fobia de alguma coisa... e você falou que aos poucos a vista acostuma... e pensei: a vida acostuma...
As impressões mudam conforme a entrega... mas teu beijo não mudou ele continua dentro de mim fazendo minha boca adormecer e meu corpo ferver... você ainda conseguiu arrancar um frio na barriga quando entrou na casa da K... ainda conseguiu fazer que eu fechasse meus olhos quando tocou na minha cintura enquanto dividia meu wisque puxando um arrepio na espinha...Mas ainda te olho de soslaio... e observo se você faz alguma cara que me diga... “freia freia!!! bruscamente mesmo” mas justamente nessa hora você olha doce entrelaçando suas pernas nas minhas fazendo acelerar...
Eu paro e te paquero... eu ainda te paquero... então você para... e a vida e tudo que existe continua a correr como naqueles filmes que tem conversas nos carros mas é apenas a imagem da janela que se movimenta... eles na verdade estão gravando num carro parado... então paramos... só eu e você...e deixamos o resto lá fora...
Resolvo tomar um banho pra ver se isso que não o que é sai do meu corpo... passo minha esponjinha de golfinho áspera... só para que mesmo com lixa me sobrem restos mais suaves... então você fala “esse sabonete não tem cheiro”... e penso que as coisas no início não tem mesmo cheiro, elas precisam disso... algumas coisas ficaram para trás... vencidas mesmo... então te entrego meu cheiro de macadâmia novo... e você fica macio com meu cheiro...
Te falo coisas sentidas sem sentidos... “ei! Não se engane na caçada... por mais que ela pareça morta pode dar um último golpe e te fazer morrer...” porque eu disse isso??? sei não... deve ser aquilo lá sem nome... ou simplesmente uma ré para que você não esquecer que me encantei pelas suas conquistas... então vai me deixa na casa da K... eu preciso acordar um pouco...preciso escutar minhas músicas seguras que canto alto no carro... preciso ficar no silêncio do meu quarto... aí... aí... sinto uma falta absurda do quentinho do teu peito enquanto assistíamos Família Soprano... e te mando uma frase do que hoje é um texto.
Talvez seja essa porcaria dos jogos... fico entediada... eu sou burra mesmo... não sei lidar com isso... você acorda tão meigo e amassado... que eu que poderia ter juntado meus panos e ter sumido com os rastros das pólvoras estouradas lá fora com uma covardia de ser feliz... mas resolvi estourar aqui dentro e fazer uma manhã de fogos multicores ... não sei resistir a isso com atitudes hipócritas de quem quer se dar e fica dando uma de casta só para prolongar mais a aguça do desejo e a falsa santidade de seu corpo ... tava tudo lá... você estava lá depois de ter saído e me ouvido tagarelar algumas noites sem sequer bocejar... você estava lá brindando o australiano com beijos cinematográficos que arrancaram vontade dos mais quietos, então porque diabos eu vou ficar aqui quieta também? estas pessoas certamente chegaram em casa treinando nosso beijo... mas é a minha boca que está encaixada perfeitamente na sua... são minhas pernas que entrelaçadas não machucam no nó... é no meu riso que você se concentra... e nos teus cílios que me perco...
Tava frio, macio, escurinho... tão confortável que até me deu coragem e me cegou para qualquer pensamento absurdamente negativo, até meus medos estúpidos se esconderam de mim... Pensei que tava tão perfeito que poderia naquele momento sair na rua e morrer como no filme “cidade dos anjos”... então meu anjo nessa cidade cheia de conceitos ridículos vamos morrer um pouco dentro de nós mesmos... e assim fui sua... inteira... mas a cortina foi aberta e deixou tudo entrar em mim: luz, insegurança, medo e sombras... é a fotofobia meu amor... ou fobia de alguma coisa... e você falou que aos poucos a vista acostuma... e pensei: a vida acostuma...
As impressões mudam conforme a entrega... mas teu beijo não mudou ele continua dentro de mim fazendo minha boca adormecer e meu corpo ferver... você ainda conseguiu arrancar um frio na barriga quando entrou na casa da K... ainda conseguiu fazer que eu fechasse meus olhos quando tocou na minha cintura enquanto dividia meu wisque puxando um arrepio na espinha...Mas ainda te olho de soslaio... e observo se você faz alguma cara que me diga... “freia freia!!! bruscamente mesmo” mas justamente nessa hora você olha doce entrelaçando suas pernas nas minhas fazendo acelerar...
Eu paro e te paquero... eu ainda te paquero... então você para... e a vida e tudo que existe continua a correr como naqueles filmes que tem conversas nos carros mas é apenas a imagem da janela que se movimenta... eles na verdade estão gravando num carro parado... então paramos... só eu e você...e deixamos o resto lá fora...
Resolvo tomar um banho pra ver se isso que não o que é sai do meu corpo... passo minha esponjinha de golfinho áspera... só para que mesmo com lixa me sobrem restos mais suaves... então você fala “esse sabonete não tem cheiro”... e penso que as coisas no início não tem mesmo cheiro, elas precisam disso... algumas coisas ficaram para trás... vencidas mesmo... então te entrego meu cheiro de macadâmia novo... e você fica macio com meu cheiro...
Te falo coisas sentidas sem sentidos... “ei! Não se engane na caçada... por mais que ela pareça morta pode dar um último golpe e te fazer morrer...” porque eu disse isso??? sei não... deve ser aquilo lá sem nome... ou simplesmente uma ré para que você não esquecer que me encantei pelas suas conquistas... então vai me deixa na casa da K... eu preciso acordar um pouco...preciso escutar minhas músicas seguras que canto alto no carro... preciso ficar no silêncio do meu quarto... aí... aí... sinto uma falta absurda do quentinho do teu peito enquanto assistíamos Família Soprano... e te mando uma frase do que hoje é um texto.

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