Pés descalços... talvez seja essa a palavra... estou procurando ainda... cavando... tentando retirar as diversas pedras pesadas que fizeram do meu muro de jardim suspenso se tornar uma muralha... não se engane você colaborou com isso... mas meus pés estão no chão mesmo queimados... furados... começando a nascer uma casca grossa... na próxima furada não vai mais machucar tanto... então continuo andando e tropeçando... quem sabe num desses tropeços você me levante... dessa vez assoprando...
Nesse mundo onde você tem que ser metade beija flor e metade cavalo, insisto em ser mulher com uma flor cavalgando... somos assim... vivemos num equilíbrio complexo... fomos feitas para entrar em guerras utilizando os espinhos de nossas próprias rosas... porque temos que ser fortes sem perder o encanto...
É difícil, mas insisto em ser mulher... quero ainda me entregar ao massacre das baratas em um grito fino cheio de lágrimas... retocar o batom no meio do trânsito... dormir mais um pouco porque minhas costas doem juntamente com todo o resto... quero chorar como se o mundo fosse acabar quando você for embora e quero pular em teus braços quando você abrir a porta enxugando minhas lágrimas de saudade...
Então peço... quando meus lábios se descontrolarem com meu falatório deixando um pouco de vinho escorrer, limpa suavemente!... quando os cacos de pão insistirem em colar na minha bochecha, limpa! ...limpa meus pés de areia... limpa toda sujeira do mundo da minha alma... faz uma faxina no meu corpo de forma que só teus restos me sobrem...
Eu ainda quero receber flores no fim do dia com um bilhetinho brega e romântico afirmando como a noite de ontem foi boa... ainda quero que você retire seu paletó para aquecer meu frio...
Então peço... esvazia um pouco mim e me enche de você... abra a tampa do pote de azeitonas... conserte o joelho da pia sem camisa... gira a lâmpada... troca o pneu do meu carro... assim mesmo suado, melado, molhado, engraxado, vou te beijar tanto...
Então peço... sopra meu machucado, sopra o cílio que me fura os olhos, sopra um fôlego pra me ressuscitar... porque minha próxima respiração certamente será um suspiro...
Te prometo dançar com ventre se você dançar com sua pelve... prometo jogar o véu se você jogar flores... só não vicia... só não deixa de treinar passinhos na rua Odorico Mendes, aquilo tudo está carimbado na minha mente... prometo despir meu corpo se você se despir parcialmente de sua alma me dando esta parte solta junto a um beijo...
Pega na minha mão... no meu corpo... Pega água no meio da noite pra matar a cede que você me causou... Pega um filme preto e branco pra colocarmos cores com nossos risos... pega todos meus restos e monta meu quebra cabeça com uma nova imagem... pega tudo isso que pego você no colo...
Então... faz brigadeiro e pipocas para comermos juntos de forma estupidamente nojenta em cima da cama... faz um café com som de assobios e leva na cama... você não vai se arrepender...
E você desprendido de todo superficial deixa de abrir a porta do carro por que acha que sou descolada demais pra me importar com isso... e realmente não ligo... mas como você me vê? Ah... certamente como metade beija flor - metade cavalo... mas insisto... eu ainda sou uma mulher cavalgando com uma rosa, mesmo gritando com peões, mesmo consertando meu carro, mesmo defendendo uma tese política, mesmo trabalhando atrás de uma mesa enorme no escritório café... vai ser em você que estarei pensando quando entrar em transe no meio da reunião... ou quando rir sozinha... ou quando me despreocupar das preocupações...
Você entende minha sensibilidade e medo de mulherzinha? Ainda digo diante do meu closet com inúmeras roupas que não tenho o que vestir... ainda gasto horrores com maquiagem e perfumes... mas você se importaria em esperar?... no final da noite é você que vai tirar minha roupa demoradamente... borrar meu batom e me cheirar toda...
Mas quando sair... me leva... não some... você tomou seu último gole numa só lapada... e me esvaziou... depois de algum tempo encheu novamente... dessa vez ... só dessa vez te peço: utiliza o conta gotas!... e quando a última gota sobrar... não bebe... regue. Assim em cada gota você vai me sentir... e eu serei um pouco mais sua... e você... um pouco mais meu.
Nesse mundo onde você tem que ser metade beija flor e metade cavalo, insisto em ser mulher com uma flor cavalgando... somos assim... vivemos num equilíbrio complexo... fomos feitas para entrar em guerras utilizando os espinhos de nossas próprias rosas... porque temos que ser fortes sem perder o encanto...
É difícil, mas insisto em ser mulher... quero ainda me entregar ao massacre das baratas em um grito fino cheio de lágrimas... retocar o batom no meio do trânsito... dormir mais um pouco porque minhas costas doem juntamente com todo o resto... quero chorar como se o mundo fosse acabar quando você for embora e quero pular em teus braços quando você abrir a porta enxugando minhas lágrimas de saudade...
Então peço... quando meus lábios se descontrolarem com meu falatório deixando um pouco de vinho escorrer, limpa suavemente!... quando os cacos de pão insistirem em colar na minha bochecha, limpa! ...limpa meus pés de areia... limpa toda sujeira do mundo da minha alma... faz uma faxina no meu corpo de forma que só teus restos me sobrem...
Eu ainda quero receber flores no fim do dia com um bilhetinho brega e romântico afirmando como a noite de ontem foi boa... ainda quero que você retire seu paletó para aquecer meu frio...
Então peço... esvazia um pouco mim e me enche de você... abra a tampa do pote de azeitonas... conserte o joelho da pia sem camisa... gira a lâmpada... troca o pneu do meu carro... assim mesmo suado, melado, molhado, engraxado, vou te beijar tanto...
Então peço... sopra meu machucado, sopra o cílio que me fura os olhos, sopra um fôlego pra me ressuscitar... porque minha próxima respiração certamente será um suspiro...
Te prometo dançar com ventre se você dançar com sua pelve... prometo jogar o véu se você jogar flores... só não vicia... só não deixa de treinar passinhos na rua Odorico Mendes, aquilo tudo está carimbado na minha mente... prometo despir meu corpo se você se despir parcialmente de sua alma me dando esta parte solta junto a um beijo...
Pega na minha mão... no meu corpo... Pega água no meio da noite pra matar a cede que você me causou... Pega um filme preto e branco pra colocarmos cores com nossos risos... pega todos meus restos e monta meu quebra cabeça com uma nova imagem... pega tudo isso que pego você no colo...
Então... faz brigadeiro e pipocas para comermos juntos de forma estupidamente nojenta em cima da cama... faz um café com som de assobios e leva na cama... você não vai se arrepender...
E você desprendido de todo superficial deixa de abrir a porta do carro por que acha que sou descolada demais pra me importar com isso... e realmente não ligo... mas como você me vê? Ah... certamente como metade beija flor - metade cavalo... mas insisto... eu ainda sou uma mulher cavalgando com uma rosa, mesmo gritando com peões, mesmo consertando meu carro, mesmo defendendo uma tese política, mesmo trabalhando atrás de uma mesa enorme no escritório café... vai ser em você que estarei pensando quando entrar em transe no meio da reunião... ou quando rir sozinha... ou quando me despreocupar das preocupações...
Você entende minha sensibilidade e medo de mulherzinha? Ainda digo diante do meu closet com inúmeras roupas que não tenho o que vestir... ainda gasto horrores com maquiagem e perfumes... mas você se importaria em esperar?... no final da noite é você que vai tirar minha roupa demoradamente... borrar meu batom e me cheirar toda...
Mas quando sair... me leva... não some... você tomou seu último gole numa só lapada... e me esvaziou... depois de algum tempo encheu novamente... dessa vez ... só dessa vez te peço: utiliza o conta gotas!... e quando a última gota sobrar... não bebe... regue. Assim em cada gota você vai me sentir... e eu serei um pouco mais sua... e você... um pouco mais meu.

Um comentário:
That is when I fall in Love !!
Linda Mulher Morena Mistério
Meiga Mística Menina Linda
Linda do começo ao fim.
Beijo grande.
M
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