Não, ainda não amo ele mas ele é o tipo que eu amaria. Estou feliz nessa uma semana ou duas, não me lembro ao certo, temos datas? Nos conhecemos em pleno 13 de junho de 2009... logo no dia santo e sequer enfiei facas em bananeiras esse ano, nem roubei o menino do colo do Antônio, muito menos coloquei ele de cabeça pra baixo quase morrendo afogado... mas ele me colocou no colo um menino que me pedia pra sambar, que me pedia pra levantar e girar e aí virei ao avesso... ele então é a estranha vingança doce do santo... que veio aos poucos, a galope... que veio frio com um quentinho no meio do peito...
Tive medo dele me descobrir em meio aos meus rodopios e sair correndo de cabelo em pé... mas ele veio correndo atrás do meu número... Daí vem aquela mania absurda de encontrar problemas que me servem de defesa e desculpa pra quando ele for embora... a fase de perguntas pra ver se nas histórias dele encontro uma fuga... pra ver se nas atitudes dele encontro um desprezo... e a cada resposta meu coração dispara tanto que me sinto cansada de tentar sabotar a vingança, resolvi então ser feliz com felicidade do simples dele...
Ele me fala da pizza velha que encomendou quando ainda estava no escritório e fica feliz com o sabor, fazendo sonoplastia enquanto a devora... ele consegue ser feliz com uma pizza! Com uma pizza!!!!!!
Ele ensaia passinhos do Micheal e eu fico estupidamente feliz dançando sua dança... descobre músicas antigas guardadas em seu móvel de meia luz enquanto canta com uma voz rouquinha e grave com um entusiasmo que me faz gritar um agudo mudo dentro do peito... “lindoooooo, BIS!!!!”
Ele retira de sua mala calças que comprou em liquidação e é feliz pelos achados, ele retira blusas, histórias, risos, simplicidade de suas sacolas e me faz acreditar que ele é de carne e osso... então tiro sua camisa e sou feliz de corpo e alma...
Mas mesmo assim ainda me restou um fio de desconfiança que me impediu de ser plena e me atirar nos braços dele mostrando minha fragilidade de mulherzinha... e tentei dar uma última chance da vida me arrancar ele do peito... resolvi mostrar que tenho dias irritantemente animais e me revelo uma fera prestes a devorá-lo... então ele pacientemente faz comentários bobos numa tentativa ao vão de me arrancar um sorriso... ele tenta desviar o assunto para outro que me deixe feliz... ele tenta e tenta... desiste desligando o telefone provavelmente pensando: “louca”... então falo pra mim... “bingo! viu?! Era apenas uma vingança do santo!”
Mas justamente quando pensei ter a certeza de que tinha enganado a vingança tive uma felicidade imensa e lembrei da felicidade dele... é inevitável... pensei: “se toda vez que eu for feliz eu lembrar da felicidade dele então vou dividir isso com ele”... e lá estava ele com toda sua felicidade de braços abertos para me por no colo... e justamente nessa hora fui plena... inteira... feliz...
Estaria eu enganada? Seria a vingança do Santo um milagre atrasado?
Tive medo dele me descobrir em meio aos meus rodopios e sair correndo de cabelo em pé... mas ele veio correndo atrás do meu número... Daí vem aquela mania absurda de encontrar problemas que me servem de defesa e desculpa pra quando ele for embora... a fase de perguntas pra ver se nas histórias dele encontro uma fuga... pra ver se nas atitudes dele encontro um desprezo... e a cada resposta meu coração dispara tanto que me sinto cansada de tentar sabotar a vingança, resolvi então ser feliz com felicidade do simples dele...
Ele me fala da pizza velha que encomendou quando ainda estava no escritório e fica feliz com o sabor, fazendo sonoplastia enquanto a devora... ele consegue ser feliz com uma pizza! Com uma pizza!!!!!!
Ele ensaia passinhos do Micheal e eu fico estupidamente feliz dançando sua dança... descobre músicas antigas guardadas em seu móvel de meia luz enquanto canta com uma voz rouquinha e grave com um entusiasmo que me faz gritar um agudo mudo dentro do peito... “lindoooooo, BIS!!!!”
Ele retira de sua mala calças que comprou em liquidação e é feliz pelos achados, ele retira blusas, histórias, risos, simplicidade de suas sacolas e me faz acreditar que ele é de carne e osso... então tiro sua camisa e sou feliz de corpo e alma...
Mas mesmo assim ainda me restou um fio de desconfiança que me impediu de ser plena e me atirar nos braços dele mostrando minha fragilidade de mulherzinha... e tentei dar uma última chance da vida me arrancar ele do peito... resolvi mostrar que tenho dias irritantemente animais e me revelo uma fera prestes a devorá-lo... então ele pacientemente faz comentários bobos numa tentativa ao vão de me arrancar um sorriso... ele tenta desviar o assunto para outro que me deixe feliz... ele tenta e tenta... desiste desligando o telefone provavelmente pensando: “louca”... então falo pra mim... “bingo! viu?! Era apenas uma vingança do santo!”
Mas justamente quando pensei ter a certeza de que tinha enganado a vingança tive uma felicidade imensa e lembrei da felicidade dele... é inevitável... pensei: “se toda vez que eu for feliz eu lembrar da felicidade dele então vou dividir isso com ele”... e lá estava ele com toda sua felicidade de braços abertos para me por no colo... e justamente nessa hora fui plena... inteira... feliz...
Estaria eu enganada? Seria a vingança do Santo um milagre atrasado?

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