quinta-feira, 23 de julho de 2009

Divisão ou solução?

E foi como um soco no pé da barriga, água na fervura... e tive tanta raiva de mim mesma por gostar tanto de você... eu jurei... prometi... você vai demorar...demorar... mas abandonei meus planos de te amar devagar, não deu certo mesmo, dentro de mim esse foi um prenúncio de desistência lenta da tentativa de mudança para ser sã... deixei a onda do amor me invadir mas fiquei presa no fundo com uma bola de ferro pesada enquanto eu flutuava leve como um balão... coloquei tantas desgraças nas tuas graças para freiar, mas ainda assim eu ria por dentro... coloquei tanta frieza no teu peito pra não achar uma brasinha sequer que eu pudesse me agarrar mas coloquei meu cachecol e colei em você dentro do meu peito...
Eu quase... quase fui sua de verdade... quase deixei minha cabeça no trânsito em seu colo por mais de 1 minuto, mas eu levantei antes que aquilo me dominasse... quase te olhei com olhos lacrimejando como se você fosse a idealização dos meus sonhos mas engoli minha água... quase gostei de brigar com você, mas desliguei antes da minha risada que iria sabotar tudo...
E diante de tantas limitações... me tornei duas... sou duas agora... estou entre a sanidade e a loucura... entre o desejo e a repulsa... entre o amor e o ódio... entre compreensão e o tesão... entre o carinho e a paixão...
Metade de mim te quer e te devora... outra se isola. Metade de mim queima e arde...a outra congela. Metade de mim te ama... a outra apenas te gosta controladamente. Metade de mim conta as horas pra te ver, pra te ter... a outra distancia. Metade de mim fala... a outra cala. Metade de mim é sua a outra é quase sua. Mas as duas metades de mim te quer.
Quase... quase me entreguei... quase deixei a bola lá no fundo pra gritar livre na superfície e voar com as gaivotas... mas você falou palavras tão realistas pra minha loucura...
E já não sei que parte de mim agradece.

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